A política externa brasileira sempre se pautou por princípios tais como a igualdade entre os Estados, a defesa da paz e a solução pacífica dos conflitos. Com base nessas diretrizes, no plano internacional, o governo brasileiro vem trabalhando para aumentar a projeção internacional do Brasil, ampliar seus mercados e reformar o modelo de governança para melhor refletir a atual ordem geopolítica e econômica global.

No período do Plano Plurianual 2012-2015, a política externa foi instrumento para o dese nvolvimento econômico e social em marcha desde o governo anterior. Na esfera regional, o governo trabalhou para a integração da América do Sul, buscando o fortalecimento do MERCOSUL – Mercado Comum do Sul. Em 2012, a Venezuela aderiu ao bloco e a Bolívia a ssinou protocolo de adesão. A União das Nações Sul-americanas - UNASUL também foi prioridade das ações internacionais do Brasil. O país também envidou esforços para ampliar a diplomacia latino-americana e caribenha no âmbito da CELAC – Comunidade de Estado s Latino-americanos e Caribenhos.

No âmbito extra-regional , o Brasil trabalhou para aprofundar a relação com países desenvolvidos e em desenvolvimento e para participar mais ativamente dos principais foros internacionais. Na Organização Mundial do Comérci o - OMC, houve uma revitalização de sua vertente normativa e uma tentativa de retomada da Rodada Doha. Na ONU, o Brasil propugnou pela criação de normas referentes à governança da internet e pela maior participação dos países em desenvolvimento nos process os decisórios das instituições financeiras internacionais, como o Fundo Monetário e o Banco Mundial. O país também sediou a Conferência Rio +20 sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável.

Mantendo sua tradição, as prioridades da Política Externa br asileira, para o próximo período, compreendem o aprofundamento da integração na América do Sul, o reforço da diplomacia econômica, a consolidação da presença do Brasil nas relações estratégicas globais, a reforma das estruturas de governança global, o fort alecimento da cooperação internacional e o bem-estar dos cidadãos brasileiros no exterior.

Para atender ao proposto, o programa atual foi desenhado com oito objetivos que dão conta dos temas acima.

Os esforços para a integração sul-americana ocorrerão po r meio do aprofundamento da relação com os demais países da região, do fortalecimento do MERCOSUL e da consolidação da UNASUL. O Brasil também trabalhará para ampliar suas relações com o México e com os países do Caribe e da América Central.

A diplomacia econômica visará à ampliação do acesso a mercados e à captação de investimentos. O governo também buscará resultados positivos no âmbito da Rodada de Doha da OMC. As negociações entre o MERCOSUL e a União Europeia estarão entre os destaques para essa agend a. A reforma das antigas e a implementação de novas instituições financeiras também serão priorizadas.

Nas relações bilaterais, o Brasil buscará estreitar laços com parceiros já tradicionais, como Estados Unidos, União Europeia e Japão, e com países da Á sia, África e Oriente Médio.

Ademais, o bem-estar do cidadão brasileiro que vive no exterior também será prioridade da política externa. O governo trabalhará para ampliar a oferta, a qualidade e a eficiência dos serviços consulares e para garantir a prest ação de assistência consular e o apoio às comunidades brasileiras.

Os debates sobre temas globais como direitos humanos, temas sociais, desenvolvimento sustentável, energia e meio ambiente nos diversos foros internacionais também contarão com a participaç ão ativa do Brasil.

Por meio de seus objetivos, metas e iniciativas, o Programa Política Externa foi desenhado com vistas a melhorar a inserção internacional do Brasil e a construir um espaço global mais igualitário e justo para os interesses das nações e m desenvolvimento.